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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

(sem) Dor Para Doer


Plantado, parado e cansado,
Resolvi ver meu amor.
Busquei-a por todo lado
Até que me fez o favor
De mostrar-me
Que não
A veria mais.

Sorriso fraco como o meu
Perdeu-se nas dobras
Das ondas que receberam
Um a mais.

Nova manhã
Sem você
Não viu sofrer.

Fico então a andar,
Tento entender,
O que sentir sem ter
Dor para doer.

O inesperado alívio
Que trouxe
A certeza da paz.

Porque tentar entender
Se o certo é rir
Do que durou?

Durou
O que tinha que durar.

Só assim
Haveria o raiar
De uma rara felicidade"



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